Erro de fabricação é diagnosticado em acidente com guindaste

erro-fabricacao-guindaste-singapura

 

Este acidente ocorreu ano passado na galeria nacional de Singapura.

Ismail Sias, o operador da grua que é totalmente qualificado para exercer a função e efetuou todo check-list para iniciar a operação relatou que quando estava içando uma escavadeira hidráulica de 5t e a capacidade da grua para a configuração era de 15t. O jib da grua começou a vibrar,  ao observar que algo de errado estava acontecendo, o mesmo ativou o botão de de “parada de emergência”, mas instantaneamente ao pressionar o botão a lança caiu sobre o prédio junto com a escavadeira. No impacto parte do contrapeso do guindaste também se deslocou.

Um operário tailandês ficou preso no moitão do guindaste teve seu braço esquerdo amputado desde o ombro e sua perna deslocada.

Outro operário, de Bangladesh morreu pois foi atingido pelo contrapeso do guindaste.

Enfim, uma verdadeira tragédia. Este ano após muitos estudos e perícias analisaram que o guindaste possuía roldanas em desacordo com seu projeto inicial, variando de 0,33 a 1,28mm maior do que o permitido. Resultando em uma roldana excessivamente “frouxa” entre polias e rolamentos, e isto teria permitido que o cabo pegasse as roldanas até sua quebra. Explicando a vibração anterior ao incidente relatado pelo operador.

Terex lança aplicativo para guindates em dispositivos móveis

terex-logo

 

Semana passada a TEREX anunciou seu o “Cranes Expert”, designado como primeiro aplicativo da industria fabricante de equipamentos de içamento.

Designado para que os usuários conheçam o equipamento, através de prospectos técnicos, fotos e videos. Disponível para iOS e Android, este aplicativo expoe 24h por dia 7 dias por semana a gama de guindastes que a TEREX fornece.

Bauma China (Fotos)

Sim, existe Bauma China. Baseada na famosa BAUMA de Munique, que ocorre de 03 em 03 anos, a Bauma china é uma feira também dos setores de construção e mineração focada no mercado Asiático. Abaixo algumas fotos que foram clicadas pelo portal Vertikal.net e compartilharei por aqui.

Elevador Alimak SC65/32, para pessoas e materiais.

Elevador Alimak SC65/32, para pessoas e materiais.

Plataformas

 

 

Guindastes

 

Espero que gostem!

Pedido de casamento com guindaste na Holanda “não deu” certo

pedido-casamento-guindaste-holanda

 

O que era para ser um pedido de casamento inusitado neste sábado (13) terminou em acidente na Holanda. Um homem pretendia pedir a “mão” de sua namorada do alto de um guindaste, em frente à janela de sua residência, na cidade holandesa de IJsselstein.

Mas o guindaste tombou sobre o telhado da casa, destruindo a estrutura e obrigando o acionamento de equipes de resgate. Apesar do estrago, não houve feridos no acidente. De acordo com a Associated Press, o noivo foi resgatado com segurança e a noiva aceitou o pedido de casamento.

Fonte

Para quem quiser ver o vídeo, percebe o resgate que gerou mais um incidente, causa: amarração errada.

Pelo menos a noiva disse sim!

Artigo técnico do acidente no Itaquerão, por Eng. Roberto de Souza van der Linden

O artigo abaixo foi emitido por: Roberto de Souza van der Linden, Engenheiro Mecânico (UFPE), com curso de especialização em Engenharia Naval (UPE/USP) e  Rigger RGS/1459/2009 (OPUS/SOBRATEMA), atua como profissional responsável por atividades de manutenção de equipamentos e movimentação de cargas desde setembro de 2007 em obras da RNEST.

Obtido no endereço: http://artigostecnicosbvdl.blogspot.com.br/2013/11/acidente-itaquerao-271113-guindaste-lr.html

O acidente ocorreu no último içamento de uma das grandes estruturas da cobertura do estádio que conforme informado no jornal da Band (27/11/13) tinha peso de 420 t.
Na figura abaixo divulgada na internet consta que o guindaste estava com 114 m de lança.
Informações-imprensa-acidente-itaquerao-guindaste
É de se estranhar que por vezes foi falado na mídia que o guindaste tem capacidade para 1.500 t, conforme consta nas informações da figura acima, porém o Guindaste Liebherr LR-11350 na sua tabela comercial não indica essa capacidade, mas sim a capacidade máxima de 1.350 t para a configuração SDBW2 com lança de 60 m e raio de 12 m, e 990 t de contrapesos conforme tabela abaixo:
Tabela-guindaste-acidente-itaquerao
BW2
A figura acima indica a configuração de montagem do guindaste que permite o máximo afastamento de contrapesos e a maior utilização de contrapesos (660 t) que corresponde a parte específica da tabela de carga na qual o equipamento está configurado para sua maior capacidade e o  comprimento da lança pode variar entre 48 e 78 m, o que não corresponde a condição de montagem do equipamento na ocasião do acidente. Assim deve-se ressaltar que além das variações de capacidade de cargas decorrentes do raio de operação, comprimento de lança e quantidade de contrapesos utilizados, existem para esse equipamento diversas outras opções de montagem que resultam em capacidades de carga para cada raio de operação limitadas tanto pela condição estrutural como pelo limite de estabilidade. Por se tratar de um equipamento de fabricação Alemã, a tabela de carga está limitada para a condição de estabilidade em 75 % do limite de tombamento do guindaste conforme norma DIN/ISO, porém na tabela de carga não temos como identificar se a capacidade indicada para a configuração e parâmetros operacionais está limitada pela condição de estabilidade ou estrutural.
Outra indicação do fabricante que limita a capacidade máxima do equipamento e consta do catálogo comercial é a capacidade máxima do moitão correspondente a 1.350 t, conforme consta da figura abaixo:
Moitão
A elucidação acima quanto a capacidade limite ou nominal do equipamento o que por si só já consta da indicação no fabricante na própria nomenclatura do modelo tem o objetivo de alertar para o fato que de forma irresponsável alguns usuários de equipamentos ultrapassam deliberadamente os limites indicados na tabela de carga sob o equivocado subterfúgio de que a norma americana SAE estabelece o limite de estabilidade em 85 % do limite de tombamento.
Para utilização fora do mercado europeu, equipamentos fabricados em conformidade com a norma DIN/ISO podem ser configurados para tabelas técnicas fornecidas pelos fabricantes que trazem como limite de estabilidade 85 % do limite de tombamento, respeitando o limite estabelecido pela norma SAE, porém isso não significa um acréscimo de 13 % em toda a tabela de carga, mas sim que na grande maioria das configurações a tabela de carga passa a ser limitada pela condição estrutural do equipamento.
A evolução tecnológica de processos e materiais de construção mecânica, associada a evolução tecnológica de monitoramento eletrônico e controles computacionais embarcados permitiu a grande evolução da capacidade de cargas dos guindastes assim os equipamentos são extremamente seguros quando respeitados seus limites e condições operacionais, além do que devem ser observadas as boas práticas no que diz respeito a garantir fatores de segurança compatíveis com a operação no que diz respeito a relação entre a carga bruta içada e a capacidade, porém os equipamentos modernos não aceitam desaforo, não há margem além da tabela de carga, e se isso não é respeitado duas possibilidades são eminentes, o tombamento por condição instabilidade ou o colapso estrutural por sobrecarga na estrutura do guindaste.
Existem outros fatores que podem ser especulados como causas adicionais para a ocorrência do acidente que devem ser objeto de investigação, que são a pressão sobre toda a força de trabalho para conclusão da obra e excesso de confiança que o operador tenha adquirido ao longo da obra que pode ter levado a operar o equipamento em uma condição limite. Outro aspecto é em relação às condições do terreno, se houve preparação adequada para o deslocamento com carga, uma vez que houve chuvas nos dias anteriores ao içamento.
Aparentemente no caso do Itaquerão houve colapso estrutural, uma vez que as imagens não demonstram que houve afundamento relevante do terreno nem inclinação ou tombamento da base da máquina. Nas fotos divulgadas não foi possível visualizar desnivelamento na base do guindaste por afundamento de alguma das esteiras, o que pode ter ocorrido de forma sutil, mas suficiente para levar o raio de operação a uma condição que ultrapassou o limite estrutural do equipamento, isso se a carga foi anteriormente levada a um raio máximo, ou seja, operação a 100% da tabela de carga.
Percebe-se também nas imagens que havia possibilidade de maior aproximação do guindaste, de forma a operar num raio menos crítico para a montagem da estrutura.
Antes
Nas imagens acima observa-se a esquerda o equipamento no momento do içamento da estrutura no local de pré-montagem, com a lança em direção oposta a posição de montagem, e a direita a vista aérea da situação após o acidente. Nessas imagens podemos estimar algumas ordens de grandeza tais como:
1)      Entre o içamento inicial da estrutura e posicionamento para montagem houve, além do giro de 180° do guindaste, deslocamento com carga içada da ordem de 3 vezes o comprimento das esteiras, ou seja de aproximadamente 45 m;
2)      O comprimento de lança montada no guindaste é da ordem de 2,7 vezes o comprimento do mastro (42 m), o que corresponde a ordem de grandeza de 114 m, conforme indicado na figura inicial desse artigo;
3)  O raio inicial do içamento da estrutura na posição de pré-montagem é da ordem de 2 vezes o comprimento das esteiras, o que corresponde a aproximadamente 30 m;
4)  O Raio dos contrapesos flutuantes é da ordem de 1,7 vezes o comprimento das esteiras o que corresponde a ordem de grandeza de 25 m.
Conforme figura apresentada no início desse artigo e imagens do acidente a configuração na qual o guindaste estava montado era com contrapeso flutuante como consta da figura abaixo:
B
Aparentemente a configuração adotada para o guindaste durante a operação que resultou no acidente foi SDB, com comprimento de lança de 114 m (S), mastro de 42 m (D), e contrapesos flutuantes de 600 t num raio de 25 m (B), e mais 300 t de contrapeso no corpo do guindaste, o que resulta de acordo com a tabela comercial nas seguintes capacidades de carga para os respectivos raios de operação:
Raio de Operação (m)
Capacidade de carga (t)
Raio de Operação (m)
Capacidade de carga (t)
18
473
30
446
20
473
32
442
22
468
34
434
24
463
36
422
26
459
38
409
28
451
40
396
Obs.: Página 30 da tabela de cargas em anexo.
Na imagem abaixo pode ser observado que havia a possibilidade do guindaste ter se deslocado ainda mais próximo do local de montagem, reduzindo assim o raio de operação para instalação da estrutura:
Posicionamento
Conforme relatado pela imprensa e pelos responsáveis da obra em entrevista, esse içamento já deveria ter ocorrido uma semana antes, seria o último grande içamento de estrutura metálica da cobertura do estádio e já haviam sido realizados anteriormente por esse mesmo guindaste 37 içamentos de estruturas semelhantes a que estava sendo içada durante o acidente, uma das quais idêntica posicionada do lado oposto da arquibancada, porém conforme depoimento de um operário no caso anterior a estrutura foi pré-montada mais próximo do local de instalação e não precisou haver deslocamento do guindaste com carga durante a operação.
Na mesma imagem percebe-se que o guindaste já havia girado a carga para a posição de montagem, que está indicado abaixo pela reta que passa pelo centro dos contrapesos flutuantes e centro de giro do guindaste, dando a impressão que o guindaste já havia parado o deslocamento e estava posicionando a estrutura no local de montagem, talvez num raio de operação crítico, o que pode ter requerido deslocamento adicional com a carga em raio máximo, objetivando alcançar a posição de montagem sem mais abertura de lança, gerando uma condição extremamente crítica que pode ter acarretado o acidente, seja por um pequeno desnivelamento ou afundamento do terreno ou por efeitos dinâmicos sobre a estrutura do guindaste, principalmente se este já estivesse com mínima folga operacional.
Giro
Na imagem abaixo podemos estimar que o raio de operação para instalação da estrutura na posição em que o guindaste estava no momento do acidente é pouco mais que 2 vezes o comprimento das esteiras, o que sugere um raio superior a 30 m.
Raio
Podemos estimar a composição de carga bruta, considerado o peso da estrutura de 420 t o peso do moitão de no mínimo 16,5 t (para capacidade máxima de 470 t), considerando que não estivesse instalado o moitão auxiliar, e estimando o peso dos acessórios (Lingadas e manilhas) em 2 t e cabo lançado do guindaste em 4,5 t, o que resulta em 443 t, sem considerar eventuais contingências cujas boas práticas recomendam adicionar mais 3 % ao valor obtido.
No link http://www.liebherr.com.br/CR/pt-PT/products_br-cr.wfw/id-8361-0/measure-metric constam as especificações técnicas do Guindaste LR-11350, indicando a sua capacidade máxima de 1.350 t, o que também consta da imagem abaixo extraída da página do fabricante Liebherr, onde podem ser baixados arquivos com informações técnicas e tabelas de carga do equipamento.
Dados Técnicos LR-11350
As boas práticas recomendam a utilização de 85 % da tabela de carga para operações com um guindaste e de 75 % da tabela de carga para operações com dois Guindastes em tandem ou para o guindaste auxiliar durante operação de verticalização.  É também usualmente considerado para determinação da capacidade requerida na tabela de cargas do guindaste um fator de contingências de 3 % e um fator de amplificação dinâmica acrescentando 15 %, este último fundamental principalmente em operações em que seja previsto o deslocamento do guindaste com carga içada, dessa forma para estas operações o percentual de utilização do guindaste não deve ultrapassar 87 %.
A Norma da Petrobrás N-1965, classifica como operação crítica todo içamento de carga no qual o percentual de utilização da capacidade de carga de tabela do guindaste esteja entre 77% e 95 %, de forma que mesmo considerando crítica admite a utilização de até 95 % da capacidade de tabela, o que tecnicamente é possível e seguro, porém requer o bom senso na análise de outros fatores que tornem a atividade ainda mais crítica tais como:
1)      Deslocamento do guindaste com carga içada;
2)    Operação com dois ou mais guindastes simultaneamente para içamento ou verticalização de uma única carga;
3)      Operações em que o ponto de içamento da carga estiver abaixo do nível de apoio do guindaste;
4)      Altura de elevação da carga e condições de vento do local de operação do guindaste.
Existem outras situações indicadas na literatura e em normas de algumas empresas a exemplo da N-1965, pertinentes a condições específicas das unidades industriais a que se destinam.
A velocidade máxima de deslocamento do equipamento é de 1 km/h o que corresponde a aproximadamente 17 m/min, porém com o guindaste em carga certamente não houve deslocamento nessa velocidade, e sim numa velocidade bem inferior que pode ser estimada em no máximo 10 % da velocidade máxima, assim um deslocamento da ordem de 45 m deve ter demorado mais de 25 minutos, ainda acrescido do tempo de possíveis paradas para avaliação das condições do terreno, isso pode ter provocado ainda mais pressão sobre o operador para concluir a atividade antes do posicionamento ideal com raio seguro para operação, principalmente porque duas atividades incompatíveis estavam sendo realizadas simultaneamente no mesmo canteiro de obras, a montagem da última estrutura metálica e um evento comemorativo da conclusão dessa fase da obra sem que efetivamente tivesse ocorrido. Isso nos remete a copa do mundo de 1950, quando da forma mais dura nossa nação aprendeu que não deve festejar de véspera.
O vídeo divulgado em 28/11/13 na internet, cujo link está abaixo, reforça a hipótese de colapso estrutural: http://www.redetv.com.br/Video.aspx?16,32,374969,esportes,redetvi-esportes,itaquerao-video-mostra-exato-momento-do-acidente
Chama a atenção no vídeo que já na primeira imagem aparece o cabo do guindaste fora da vertical, inclinado em direção a lança, como se a carga tivesse de alguma forma oscilado ou se chocado contra alguma outra estrutura. O autor do vídeo fez referência a ter visto a estrutura oscilando segundos antes de fazer a filmagem que capturou o momento exato do acidente.
Não há como nesse artigo emitir um parecer técnico sobre o que realmente ocorreu, porém, não há como deixar de registrar e protestar contra a omissão do poder público, no que diz respeito a falta de Norma Regulamentadora específica para a atividade de guindar, assim como protestar contra aqueles  que de forma leviana e irresponsável convertem capacidades de equipamentos de guindar sem  respaldo técnico do fabricante, indicando por exemplo que um guindaste com capacidade máxima para 1.350 t teria a capacidade para 1.500 t conforme foi amplamente divulgado na mídia.
Mesmo que meramente especulativa visto que uma análise conclusiva requer além de maiores informações e evidências que só podem ser obtidas no local do acidente, assim como a confirmação dos parâmetros da operação e configuração do guindaste, é alarmante a possibilidade de que contrariando o que foi divulgado pela mídia o içamento tenha sido realizado praticamente sem margem de segurança, sem folga em relação a capacidade de tabela de carga.
No Brasil há uma carência Normativa em relação ao tema, o que está se tornando extremamente crítico com o crescente mercado de construção pesada e montagem eletro-mecânica onde estão sendo utilizadas soluções de pré-montagem e instalação de grandes estruturas ou grandes equipamentos com guindastes cada vez maiores.
É urgente a regulamentação não só dos critérios de segurança e planejamento, mas também dos requisitos mínimos de capacitação e certificação para todos os profissionais envolvidos na atividade, assim como a definição de certificação de conformidade de inspeções no mínimo anuais dos equipamentos de guindar e seus acessórios.
Anexo 1:  Pagina 30 Tabela Comercial de Cargas LR-11350
Tabela 1 Tabela 2

Guindaste tomba na Escócia no acostamento

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Este guindaste todo terreno de 04 eixos trafegava normalmente pela via quando ao utilizar o acostamento “por bem ou por mal” deitou!

Felizmente ninguém saiu ferido, e foram necessários 03 outros guindastes para ressuscitar o dorminhoco.

Novo guindaste XCWT30, pneus e esteiras ao mesmo tempo

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Como num belo jargão da década de 90, isso não é magia é tecnologia!

Pois bem, contrariando a depressão do mercado global de equipamento de içamento nos últimos dois anos as fabricantes sempre buscam produtos inovadores. Este é o XCWT30, guindaste telescópico sobre rodas que possui “opcional” esteiras.

Lançado na Bauma Chinesa este guindaste da XCMG vem chamando a atenção de todos que passam por ali.

A ideia seria aproveitar a agilidade de um guindaste sob pneus na mobilização rodoviária e chegando no canteiro instalar as esteiras para adquirir a mobilidade com carga na obra.

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Não consegui a tabela de carga do equipamento, mas só a foto já deixa curioso!

 

Morte no carregamento de PTA em Natal, RN

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Aconteceu inicio do mês de novembro, o operador desta PTA (Plataforma de Trabalho Aereo) estava efetuando o carregamento da mesma quando o equipamento “escorregou” e tombou sobre Joaquim Carneiro Bastos Neto de 48 anos.

Infelizmente o acidente ocasionou a morte do mesmo.

Operações simples e corriqueiras podem ser mas perigosas que operações complicadas e casuais. Sentimentos aos familiares.

Desenvolvedores alemães criam novo tipo de aço; flexível e resistente

Aços precisam ser maleáveis. Por outro lado, devem ter alta resistência e, ao mesmo tempo, ser o mais fino e leve possível. Teoricamente, tais exigências estão em contradição. Mas na cidade de Peine, no estado alemão da Baixa-Saxônia, um alto-forno piloto entrou em operação e, em breve, deverá ser capaz de fornecer produtos de ligas especiais desse tipo.

O desenvolvimento do alto-forno piloto rendeu aos desenvolvedores a nomeação ao Prêmio Alemão do Futuro em 2014. Uma das ligas especiais que ele pode produzir é o aço High Strength and Ductility (HSD) – em português, aço de alta resistência e ductilidade. O HSD possui um alto teor de manganês e pode ser bem maleável, mas também particularmente duro e firme.

Essa liga é especialmente interessante para a indústria automobilística. Com ela, seria possível, por exemplo, construir carrocerias mais leves, porque as placas do metal podem ser mais finas do que antes, porém, com a mesma estabilidade.

Contudo, por enquanto essa liga existe apenas em quantidades experimentais. Mas isso pode mudar em breve, pois, desde o final de 2012, o alto-forno piloto está sendo executado na Salzgitter, em Peine. A instalação, nos moldes de linha de montagem, utiliza a chamada Belt Casting Technology (BCT) e foi montada pela SMS Siemag, de Düsseldorf.

“Temos um processo de fundição completamente horizontal”, afirma Jochen Wans, engenheiro da SMS Siemag. “Assim, não há carga sobre o produto que está sendo fundido.” O processo, portanto, está completamente livre de tensão, estiramento e pressão. “Conduzimos o material a ser fundido pela máquina e o solidificamos”, explica Wans.

No método convencional, o aço é fundido verticalmente na forma de blocos de metal, que geralmente têm 15 centímetros de espessura e vários metros de comprimento. Posteriormente, esses blocos são transformados em chapas e enrolados.

Esse método tem duas desvantagens: em primeiro lugar, as placas são conduzidas da vertical até a horizontal durante o processo de fundição. Elas ainda estão num estado semilíquido e sofrem uma contorção momentânea, para, em seguida, serem esticadas novamente. Isso leva a tensões dentro do aço, o que afeta a qualidade final do produto. Em segundo lugar, para transformar as placas grossas em chapas finas, é preciso adotar um processo semelhante ao do rolo de massa, a fim de esticar o metal.

No novo processo de fundição, não há tais empecilhos. Nada precisa ser levado de um canto para outro e, desde o começo do processo, os blocos já têm apenas 1,5 centímetro de espessura. Isso protege o material na posterior laminação a quente – ideal para ligas de difícil fabricação, como a HSD.

Outra vantagem do novo método é que o processo de fundição ocorre na ausência de oxigênio. A sala de fundição é preenchida com gás árgon. Dessa forma, o aço quente não oxida, e a qualidade da superfície é melhor.

As placas fundidas entram em contato com o ar apenas quando já estão arrefecidas e solidificadas. Elas também não entram em contato com água no arrefecimento, o que assegura que a estrutura interior do aço seja formada de modo uniforme.

Atualmente, as placas ainda são laminadas em outro local na fábrica Salzgitter. Se o projeto piloto for bem sucedido, planeja-se interligar a fundição e a laminação. A ideia é colocar as placas na usina de laminação imediatamente depois da fundição, algo que já é feito, em partes, no processo convencional.

O forno piloto foi projetado para uma produção anual de 40 mil toneladas de aço. O objetivo, portanto, é comprovar a capacidade industrial da nova tecnologia.

Na fase inicial, foram produzidos aços mais simples para testar a máquina e ganhar experiência. Desde fevereiro de 2014, a Salzgitter testa também a produção dos sofisticados aços HSD. “Até o fim de outubro, realizamos 76 fundições, 19 delas com manganês”, diz o engenheiro Peter Juchmann, diretor de operações responsável pelo projeto na Salzgitter.

A avaliação de Juchmann sobre os primeiros nove meses é predominantemente positiva. “O processo de fundição mostrou uma confiabilidade aceitável.” Mas ainda há o que melhorar: “A qualidade dos subprodutos do HSD não é tão elevada para que possamos obter um resultado satisfatório na laminação a quente.”

Em outras palavras, ainda vai levar certo tempo até que os primeiros aços HSD cheguem ao mercado. Mas talvez não muito. “Estamos afinando os processos para trazer um produto satisfatório ao mercado. Estamos trabalhando a todo vapor”, diz Junchmann.

Em todo caso, todos os participantes do projeto estão confiantes de que a fundição horizontal pertence ao futuro da indústria siderúrgica – também porque, com esse processo, outros tipos de aços podem ser produzidos com mais facilidade.

Wans também está convencido da tecnologia. “Nós, como construtores de instalações, enxergamos o aço HSD como um abridor de portas para outros aços inovadores”, disse o diretor da SMS Siemag.

Tudo isso não seria possível sem a estreita colaboração com a equipe de pesquisa da Universidade Técnica Clausthal, liderada pelo professor Karl-Heinz Spitzer. Ele realizou os trabalhos preliminares numa pequena instalação experimental.

“Muitos estudos foram feitos. Eles nos serviram como base para que pudéssemos realizar o procedimento em escala industrial”, conta Jochen Schlüter, que estudou Metalurgia na universidade e atualmente é responsável por projetos especiais da SMS Siemag. “A estreita conexão entre indústria e universidade não é um fator de sucesso apenas para este projeto, mas também para todo o polo industrial da Alemanha”, diz.

Como o novo método de fundição horizontal também permite a fabricação de novos produtos, baseados inteiramente em ligas industriais anteriormente não utilizadas, as próximas gerações de estudantes com certeza terão muito a explorar nessa área.

Fonte.

Guindaste trabalhando rente ao trânsito

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Esta cena aconteceu no Reino Unido, percebe-se que o contra-peso trabalha rente ao transito veloz de uma auto estrada, felizmente a operação finalizou sem nenhuma ocorrência, mas podemos dizer que foi por centímetros.